O mercado de seguros arrecadou R$ 40,9 bilhões em prêmios no primeiro semestre de 2010, o que corresponde a uma expansão de 16,7% quando comparada ao mesmo período de 2009. Os dados foram divulgados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) e não incluem o seguro saúde, que no momento está sob a jurisdição da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
De acordo com o superintendente da Susep, Paulo dos Santos, grande parte desse crescimento pode ser atribuída ao aumento do poder aquisitivo de milhões de brasileiros. "Essas pessoas estão adquirindo bens e procuram o seguro para ter uma garantia de que não vão perder o patrimônio conquistado com tanto esforço", afirma Paulo dos Santos.
Sem dúvida, os seguros voltados para as classes de menor poder aquisitivo foram o destaque, com o ramo de pessoas apresentando um crescimento de 19,8%, com receita de R$ 23 bilhões. O seguro prestamista também voltou a apresentar desempenho positivo, com salto de 22% e receita de R$ R$ 1,6 bilhão.
O que mais surpreendeu foi a variação apurada no seguro viagem, que cresceu 93%, gerando um volume de prêmios de R$ 13 milhões.
No seguro residencial, a Susep apurou um crescimento de 17%, com receita acumulada de R$ 601 milhões no primeiro semestre. Já na carteira de automóveis, a receita somou R$ 9,3 bilhões até junho, com incremento de 16,6%.
No seguro de garantia estendido o percentual de crescimento atingiu 49%, para R$ 806 milhões. Ainda de acordo com a Susep, a taxa média de sinistralidade baixou de 53% para 51% entre os dois períodos comparados. Os sinistros somaram cerca de R$ 11,2 bilhões no primeiro semestre deste ano.
Isso significa que, até junho, o mercado devolveu à sociedade, por meio de indenizações, benefícios, resgates e sorteios, algo em torno de R$ 62 milhões por dia, incluindo finais de semana e feriados.
Já as despesas comerciais que englobam, em linhas gerais, as comissões pagas aos corretores e os valores investidos em campanhas de vendas - tiveram um crescimento de 22,2% entre os dois períodos comparados, somando R$ 4,9 bilhões no acumulado de janeiro a junho deste ano.
Paulo dos Santos acredita que essa tendência de crescimento do mercado será mantida nos próximos meses. Além dos seguros populares, ele aponta as coberturas para grandes obras como outro foco que merece a atenção do mercado. "As perspectivas são muito positivas", observa o superintendente da Susep.
Fonte: Redação