O mercado de títulos de capitalização avança na economia brasileira e anuncia faturamento mensal recorde de R$ 1 bilhão obtido em novembro de 2009, de acordo com a FenaCap (Federação Nacional de Capitalização). Com essa cifra, a receita acumulada até o 11º mês do ano passado saltou para R$ 9,1 bilhões, total 15% superior em relação ao mesmo período de 2008. Também com 10% de crescimento, as reservas do setor somam R$ 14,7 bilhões em novembro. Em novembro, no estado do Rio de Janeiro, o setor atingiu o faturamento de R$ 129 milhões. No acumulado de janeiro a novembro, a receita no estado atinge R$ 994 milhões. No ranking de desempenho nacional de faturamento o Rio de Janeiro mantém o 2º lugar na colocação, com 11% de representatividade do mercado.
Para Hélio Portocarrero, diretor-executivo da FenaCap, que reúne as 11 companhias atuantes no segmento, mudanças comportamentais dos consumidores em relação à maneira de organizar suas finanças, a estabilidade econômica e a criatividade das empresas na hora de lançar produtos formam o tripé básico para a significativa expansão do mercado. “Podemos afirmar que o setor vem crescendo nas quatro modalidades em que os títulos estão divididos. O que comprova a pluralidade de utilização desse instrumento financeiro e o melhor entendimento dos clientes sobre os objetivos da capitalização”, comenta o executivo. Na classificação nacional, São Paulo mantém a liderança no setor com 37% da fatia do mercado e R$ 3,3 bilhões de receita até novembro. O Rio de Janeiro ocupa o segundo lugar com 11% do mercado e R$ 994 milhões de faturamento, e Minas Gerais está no terceiro lugar no ranking com 9% do mercado, que totalizam R$ 811 milh&otild e;es.
Perfil da FenaCap: Impulsionada pelo crescimento do setor, a FenaCap (Federação Nacional de Capitalização) foi criada em 2007 para consolidar o papel da capitalização tanto para o segmento financeiro quanto para os brasileiros como alternativa de poupar dinheiro. A entidade, composta por representantes das empresas do setor, chega para dar continuidade aos trabalhos desenvolvido da Comissão de Capitalização da Fenaseg (Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e Capitalização), cujo papel era organizar iniciativas e realizar ações que tornassem a sistemática do produto de fácil compreens&a tilde;o e com a máxima transparência para o consumidor. Como resultado de anos de dedicação e trabalho, em maio de 2008, a Susep (Superintendência de Seguros Privados) - órgão responsável pela regulamentação e fiscalização do mercado – aprovou a segmentação dos títulos de capitalização que passam a ser divididos nas seguintes modalidades: Tradicional: com retorno do valor pago ao final de um período, corrigido monetariamente; Compra Programada: voltado para a aquisição de bens; Popular: produto com foco no aspecto lúdico dos sorteios; e Incentivo: usado como incentivo à comercialização de bens e serviços.
Fonte: Redação