quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Procura maior por seguro de vida e contra acidentes

Segundo Tabagiba, a empresa vendeu cem mil seguros em 2008. Já em 2009, esse número chegou a 700 mil, sendo que 60% foram vendidos para a baixa renda. De acordo com o diretor executivo do Grupo Sinaf e integrante da comissão de microsseguros do CNSP, Pedro Bulcão, o novo produto será importante para ampliar o seguro ao qual a população de baixa renda tem acesso. Ele explicou que as classes C e D compram hoje principalmente seguros de vida, de acidentes pessoais e serviços funerários. Mas esses produtos são limitados em razão da regulamentação do mercado. Como as empresas têm que seguir regras rígidas de solvência e risco, o seguro acaba ficando caro e o prêmio, baixo.

Não há um seguro simplificado voltado para a baixa renda - destacou Bulcão, lembrando que a venda pulverizada de seguros, como seria o caso para a população de baixa renda, reduziria o risco de insolvência da seguradora. Ele destacou que uma família que ganha entre R$ 900 e R$ 1.400, por exemplo, pode comprar seguros com uma prestação que chega a R$ 20 hoje. Esse valor poderia ficar mais baixo ou a cobertura, maior. Uma cobertura de mil reais por seis meses poderia passar a ser de mil reais Poe 12 meses - afirmou Bulcão.

Novo Serviço deve ter impostos mais baixos
A regulamentação do microsseguro também reduz o risco de pessoas comprarem produtos que não ofereçam segurança ao beneficiário. Segundo o presidente da Susep, 40 milhões de pessoas de baixa renda têm hoje planos funerários informais. Esse serviço não é regulado e não há qualquer segurança para o cliente de que o serviço será prestado. O presidente da Susep explicou ainda que o novo serviço poderá ser vendido por agentes semelhantes aos consultores de produtos de beleza, que vão de porta em porta. O microsseguro também deve ter impostos mais baixos.

A carga tributária sobre o setor é superior a 20%, sendo que somente o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) tem uma alíquota de 7,38%. Só o seguro de vida éexceção, com IOF de 0,38%.

Microcrédito para i milhão
Programa do governo empresta R$ 2,2 bi Empurrão para os pequenos empreendedores, o Programa Nacional de Microcrédito Produtivo e Orientado (PNMPO) ultrapassou a marca de um milhão de clientes ativos em 2009. Foram R$ 2,2 bilhões em empréstimos para pessoas cujos negócios tem faturamento anual de até R$ 120 mil.

O balanço foi apresentado ontem pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, no IV Seminário de Microcrédito, no Rio. Criado em 2005, o programa já liberou R$ 6,6 bilhões, registrando 280% de crescimento desde então. Só no ano passado, o aumento foi de 26,6% em relação a 2008. O número de 1.092 microempreendedores atingidos, entretanto, fica bem longe dos 15 milhões de trabalhadores informais que poderiam ser contemplados. Chegar a um milhão é excelente.

Mas não fico feliz ao ver que não alcançamos nem 10% do nosso potencial. Há mais de R$ 1 bilhão em caixa esperando novos pequenos empreendedores - afirmou o ministro. Precisamos baixar as taxas que chegam até 4% em alguns bancos. Quero chegar a 0,82% ao mês.



Fonte: Redação
 

Enviar para um Amigo:

Seu nome:
Seu e-mail:
Enviar notícia para:
Notepolice